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		<title>Preito de gratidão e reconhecimento ao mérito</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 12:44:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quem somos? De onde viemos? A pergunta que fatalmente cada um de nós, algum dia já se fez, está prestes a ter uma resposta. Depois que a genética se aliou à genealogia, ficou cada vez mais fácil descobrir as raízes de nossos antepassados: nobres ou plebeus, ricos ou pobres, com ou sem título acadêmico! – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem somos? De onde viemos? A pergunta que fatalmente cada um de nós, algum dia já se fez, está prestes a ter uma resposta. Depois que a genética se aliou à genealogia, ficou cada vez mais fácil descobrir as raízes de nossos antepassados: nobres ou plebeus, ricos ou pobres, com ou sem título acadêmico!</p>
<p style="text-align: justify;">– Todo mundo tem, certamente, uma imensa curiosidade de conhecer um pouco mais sobre suas origens.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todas as sociedades conhecidas, se algo distingue uma pessoa da outra, este algo foi, e sempre será, o seu SOBRENOME, ou seu nome de família. E hoje, pertencer aos Girões, tornou-se sadio orgulho para todos os que ostentam o patronímico Girão, tamanha a força que ganhou a família ao longo dos tempos pelo estilo de honradez, conceito e tradição que sempre a notabilizou.</p>
<p style="text-align: justify;">É da tradição, sem dúvidas, que se nutre a alma de uma nação, de uma sociedade, de uma família. Das relíquias do passado é que seus filhos retiram as forças com que vencerão no futuro. Difundir, pois, o conhecimento da história dos Girões, particularmente de seus mais ilustres filhos, é o grande dever de todos nós. Essa referência de gratidão nos desvenda a grandeza moral e o orgulho de que se valeram, cobriram-se e se fortaleceram, nas pelejas pelo crescimento e projeção da família &#8211; quando souberam conservar e honrar o nome e os valores dos Girões &#8211; os nossos saudosos antepassados.</p>
<p style="text-align: justify;">O reconhecimento do mérito excepcional aos que mereceram tributo sempre foi raro entre as pessoas. Daí a necessidade do culto aos bravos e heróicos vultos dos Girões que já se foram e resgatar-lhes o direito às honrarias do mérito privilegiado de que foram merecedores. Este registro histórico desenvolve nosso sentimento de veneração, perpetua e exalta a virtude para o estímulo dos moços e incentivo às suas gerações. A força dos exemplos que nossos antepassados deixaram marcou sulcos fortes e indeléveis na história e sempre servirão de lições para o presente e o futuro dos nossos pósteros.</p>
<p style="text-align: justify;">Atento a estes conceitos, luziu-me a idéia de escrever a história de nossos ancestrais e desenvolver sua vasta genealogia.</p>
<p style="text-align: justify;">De início, objetivando à praticidade, adotei por complementá-la em fascículos ou opúsculos, começando por cada uma das gerações de três irmãos filhos do casal patriarca dos Girões &#8211; ANTÔNIO JOSÉ GIRÃO e MARIA JOSÉ DE JESUS (já publicados), a saber: Fascículo I – Dedicado aos descendentes de FELÍCIA CARNEIRO GIRÃO e GUILHERME REGINO DE OLIVEIRA; Fascículo II &#8211; refere-se à filiação de INÁCIO CARNEIRO GIRÃO e FRANCISCA CARNEIRO GIRÃO (estes, respectivamente, avós paternos e maternos do autor) e, finalmente, o Fascículo III – que cuida da descendência de LUIZ CARNEIRO DE SOUSA GIRÃO (O Sousa), em seus dois casamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao cabo desse laborioso objetivo, ocorreu-me outro propósito: editar por inteiro as gerações de todos os ramos que integram a numerosa Família Girão, não mais por fascículos – método que tornaria o conteúdo disperso e fragmentado e pouco compreensivo &#8211; mas condensar em um só volume a imensa Árvore Genealógica dos Girões, colimando, ao final, na concretização de um acalentado sonho: a publicação deste modesto e despretensioso trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Espelhado na iniciativa louvável do renomado historiador Raimundo Girão, pioneiro a interessar-se pelo estudo genealógico da FAMÍLIA GIRÃO, ousei-me, por esse exemplo, ao desafio de dar continuidade à sua valiosa obra: “OS GIRÕES” – Parte desmembrada do Livro “MONTES. MACHADOS. GIRÕES”, objetivando atualizá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Tornar, assim, conhecida pelas gerações contemporâneas e futuras, a descendência e a saga da tradicional Família Girão, através dos tempos, pareceume a forma ideal de resgatar a memória de muitos notáveis e extraordinários vultos da nossa família, principalmente por dever de justiça e gratidão. Não que desmereçam apreço e distinção os nossos demais consangüínios, aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades ou chances de se projetarem na história, mas que trazem consigo os mesmos valores, não só por correr em suas veias o mesmo sangue da família, mas por herdarem iguais virtudes: honradez, simplicidade, caráter e dignidade, qualidades inerentes aos Girões e que constituem características natas da família. Em verdade, em todos os campos de atividade, houve ou há sempre um Girão em evidência ou em destaque. De um modo geral, abastados ou humildes, famosos ou anônimos, vitoriosos nas letras ou simples vaqueiro ou agricultor do sertão, os Girões ganharam sempre o respeito e a admiração dos demais grupos porque sabem, antes de tudo, viver com honradez e dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">É dever, repetimos, reverenciar a memória daqueles que, pelos seus méritos e virtudes,destacaram-se e deram inegável projeção à família. Cabe aqui enumerar alguns eminentes Girões que se notabilizaram pelo que foram em vida: <strong>Antônio</strong> <strong>Eduardo Girão </strong>(Tonho Major), era bem o tipo do homem respeitável do sertão, sempre ouvido e acatado e, por isso, gozava de grande reputação na sua terra, tendo atuado nos negócios públicos e religiosos do seu município, de onde fez parte, inclusive, da Câmara Municipal; <strong>Eduardo Henrique Girão, </strong>jurisconsulto, professor, pensador e polígrafo, com várias obras publicadas, tendo exercido mandatos de Presidente do Estado e de Deputado Federal pelo Ceará; <strong>João</strong> <strong>Damasceno Girão</strong>, um dos heróis do Acre; <strong>Luís Carneiro de Sousa Girão </strong>(o sábio e respeitado escrivão Sousa), de saudosa memória, que nos deixou exemplo de amizade e solidariedade marcantes quando acodia e hospedava primos e parentes que o procuravam nos momentos difíceis; <strong>Raimundo Girão</strong>, primogênito do Sousa, que nos legou numerosos registros históricos e sociológicos não só do Ceará, mas de toda a região nordestina, bem assim, vasto acervo de extraordinárias obras literárias. Suas obras e vida pública, tão intensas, estão reconhecidas em sua biografia descrita neste livro<strong>; Celso Luís de Sousa Girão</strong>, outro notável filho do Sousa. Expoente máximo da Magistratura Cearense e uma das expressões de realce do mundo jurídico de nossa época. Celso era um Magistrado reconhecidamente vocacionado para o múnus que ardorosamente exerceu por longos anos, aplicando em seus atos e decisões &#8211; com muito aprumo, coragem e destemor &#8211; a verdadeira justiça. Poucos se destacaram ao nível de suas inúmeras virtudes: dignidade e caráter, honestidade, saber jurídico, probidade, amor ao trabalho, simplicidade e competência, mas, nesta gama de valores, muitos não chegaram, sequer, alcançar o primeiro degrau do patamar ao qual o Dr. Celso Girão elevou-se; <strong>José Eduardo Girão (Zé Girão), </strong>defensor incansável dos destinos de Morada Nova na qual era líder atuante da família Girão. Homem culto e exemplar, possuidor de elevada formação jurídica nos campos da advocacia e da magistratura. Fez-se defensor intransigente da legalidade e da justiça. Era um obstinado em cumprir, fielmente a risca, os princípios da honradez e do dever; <strong>Jaime Girão, </strong>apaixonado pela sua terra natal – Morada Nova e que muito batalhou pelo incremento da melhoria das condições de vida de seus conterrâneos; <strong>Luís</strong> <strong>Girão </strong>(o líder empresarial de Maranguape<strong>)</strong>, irrequieto empreendedor na área de agro-negócios, próspero industrial e agropecuarista. Foi bem a expressão do homem vencedor que sabia construir sem medo nem desfalecimento seus corajosos empreendimentos, sempre com a visão à frente de seu tempo; <strong>Clodomir Teófilo</strong> <strong>Girão</strong>: autêntico mestre do saber e insuperável professor em sala de aula, sempre preocupado em repassar aos seus jovens alunos os princípios éticos e de cultura e suas variadas fontes de conhecimentos. Da adolescência ao entardecer da vida, viveu Clodomir fundando colégios, dirigindo revistas, supervisionando jornais, mas se consagrou mesmo, e de alma e corpo, a duas profissões: ao Magistério e à Imprensa; <strong>Coronel Tibúrcio Cavalcante</strong>, figura ímpar da família, detentor de vasto currículo em sua vida pública, coroada que foi por integrar com denodo e bravura a heróica Comissão Rondon na Amazônia; Os anônimos e <strong>heróicos Girões</strong> <strong>do Acre</strong>, que tombaram na luta em defesa da histórica emancipação do então Território brasileiro; <strong>Enéas Girão Ferreira Nobre</strong>, um dos voluntários do Paraguai, morto em campo de batalha; <strong>José Blanchard Girão </strong>(de imorredoura lembrança), ícone emblemático do rádio e do jornalismo cearenses, escritor e memorialista de nomeada, orgulho da família e paradigma de homem íntegro, inteligente e de inigualável caráter; <strong>Célio Brasil Girão</strong>, inteligência rara e invulgar nas lides da medicina, também outro vocacionado da profissão; <strong>João de Deus Girão</strong>, modelo de liderança e entusiasta articulador político de sua terra natal – Morada Nova. Os irmãos <strong>Benjamim Girão </strong>e <strong>Benício Carneiro Girão </strong>(este cidadão de Sobral), ambos lideranças pungentes do comércio em suas cidades, que enobreceram a família pela retidão, dignidade e respeito aos seus concidadãos. Ressalte-se, ainda, o fulguroso nome de <strong>Francisco Flávio Nogueira Carneiro </strong>(Coronel do Exército e ex-Comandante do 23º Batalhão de Caçadores) pelo destaque merecido em ter dado ao Brasil, a exemplo de Caxias – paradigma de liderança militar – em manter sempre postura e conduta irrepreensíveis: ser defensor intransigente da integração nacional, soldado vigoroso em defesa do País-Brasil e modelo inigualável de amor à Pátria.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderíamos aqui louvar muitos outros nomes ilustres merecedores da mesma reverência, que foram biografados neste livro, mas não o fazemos para evitar delongas e não tornarmos repetitivo e ainda mais enfadonho.</p>
<p style="text-align: justify;">Nisto tudo reside a importância de se guardar na lembrança aqueles que nos deixaram. Preservar acalentado em nossos espíritos a chama da saudade de todos os que nos legaram admiráveis exemplos: legítima afirmação de quanto o homem (homem ou mulher) que Deus criou, possam, a despeito de tudo, ser bons e merecerem, ainda quando mortos, a justa veneração e o respeito de seus pósteros.</p>
<p style="text-align: justify;">Não basta nascer Girão, é necessário saber ser Girão, dignificar a família, seu nome, a tradição, seus valores, princípios e honradez, quer sejam homens ou mulheres. E eles o souberam.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor</p>
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		<title>Saudação ao visitante</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 11:45:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vista da Igreja do Divino Espírito Santo &#8211; Padroeiro de Morada Nova MORADA NOVA (Berço dos Girões) Por razões peculiares ao tema, iniciaremos esta genealogia – e para isso pedem-se desculpas aos membros da família Girão – pelo 6º filho do patriarca ANTÕNIO JOSÉ GIRÃO, de nome EDUARDO HENRIQUE GIRÃO, mais conhecido por “Major Eduardo”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img title="Vista da Igreja do Divino Espírito Santo - Padroeiro de Morada Nova" src="http://farm7.static.flickr.com/6199/6116247328_9092c1e075_o.png" alt="" width="409" height="256" /></p>
<p style="text-align: center;" align="center">Vista da Igreja do Divino Espírito Santo &#8211; Padroeiro de Morada Nova</p>
<p style="text-align: center;">MORADA NOVA</p>
<p style="text-align: center;">(Berço dos Girões)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #800000;"><strong><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/wp-content/uploads/2011/10/osgiroes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-864" title="osgiroes" src="http://www.giraofamilia.com/novo/wp-content/uploads/2011/10/osgiroes.jpg" alt="" width="196" height="70" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por razões peculiares ao tema, iniciaremos esta genealogia – e para isso pedem-se desculpas aos membros da família Girão – pelo 6º filho do patriarca ANTÕNIO JOSÉ GIRÃO, de nome EDUARDO HENRIQUE GIRÃO, mais conhecido por “Major Eduardo”, não pelo fato de ser ele o pai de dois de meus avós pelos vínculos materno e paterno, concomitantes, mas, sobremodo, devido à circunstância de já se haver concluído integralmente todo o levantamento genealógico desse seu sexto descendente.</p>
<p style="text-align: center;">HOMENAGEM ESPECIAL</p>
<p style="text-align: center;">Ao Patriarca</p>
<p style="text-align: center;"><strong>ANTONIO JOSÉ GIRÃO</strong> - (Natural de Lisboa – Portugal, falecido a 06.04.1868)</p>
<p style="text-align: center;">E a cearense</p>
<p style="text-align: center;"><strong>MARIA JOSÉ PESSOA DA SILVA</strong> - (Natural do Município de Quixeramobim – CE)</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo Monsenhor José Quinderé, Secretário do Arcebispado de Fortaleza, foi fornecido ao Historiador Raimundo Girão certidão sobre o enlace matrimonial de Antonio José Girão e Maria José Pessoa da Silva, cujo teor é o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify;">“Certifico que a folha 128 de um dos livros de assentos de casamento</p>
<p style="text-align: justify;">de 1810, da freguesia de Quixeramobim, arquivados nesta Câmara Arquiepiscopal de Fortaleza, encontra-se o do teor seguinte: “Aos dez de outubro de mil oitocentos e dez, no Oratório particular da fazenda Logrador, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino, onde os contratantes são naturais e moradores, tendo justificado o nubente ter vindo de Lisboa seu natural, de menor idade, para Pernambuco, e sendo confessado às oito horas da manhã, casei solenemente a Antônio José Girão natural de Lisboa, filho de Manuel Rodrigues, já falecido, e Mariana da Silva, com Dona Maria José de Jesus natural desta freguesia, filha legítima do capitão Manuel Antônio Rodrigues e D. Luzia Maria Pessoa, moradores nesta freguesia, sendo presentes as testemunhas, o tenente Inácio Lopes Barreira e Domingos Francisco de Farias, casado, e logo lhes dei as bênçãos nupciais conforme os Ritos Cerimoniais da Santa Madre Igreja, do que fiz este termo para constar com que assino. O vigário João Rodrigues Leite. Nada mais se continha no dito assentamento que mandei copiar fielmente do original a que me reporto. Está conforme. Fortaleza, 1 de setembro de 1931. Mons. José Quinderé. Secretário do Arcebispado.</p>
<p style="text-align: justify;">I. A DESCENDÊNCIA DE ANTONIO JOSÉ GIRÃO (Senhor) e MARIA JOSÉ PESSOA DA SILVA (Os Patriarcas da família)</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a significativa pesquisa feita pelo historiador Raimundo Girão, o casal Antonio José Girão – Maria José Pessoa da Silva teve doze filhos, os quais, enumerados na ordem em que aparecem no inventário, são os seguintes, com exceção dos dois nascidos por último (Alexandrino da Silva Girão e Francisco Henrique Girão) que faleceram antes da realização da descrição e divisão dos bens do “de cujos”:</p>
<p style="text-align: justify;">1 – Henrique José Girão, casado com Maria Francisca de Jesus (Mariquinha), filha de Manuel Antônio Machado Filho e, portanto, sua prima irmã.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – Padre Manuel Vicente da Silva Girão, nascido em Quixeramobim. Estudou os preparatórios no Recife e as matérias teologais em São Luis do Maranhão, onde se ordenou “in sacris” em 1845. Vigariou por muito tempo a freguesia de Morada Nova e faleceu no dia 2 de abril de 1879, deixando interessante testamento, no qual ratificou, para todos os efeitos, a habilitação, por escritura pública, dos filhos que houvera da mulher Ana Teotônia de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – Antônio José Girão Júnior, que ao tempo do inventário dos pais estava viúvo de sua prima Quitéria Máfia Machado, filha de Manuel Antônio Rodrigues Machado Filho, tendo-se casado outra vez, com Mariana de Freitas.</p>
<p style="text-align: justify;">4 – Maria Ana Pessoa da Silva, casada com o primo Inácio Antônio Rodrigues Machado, falecido no Amazonas e filho do citado Manuel Antônio Rodrigues Machado Filho.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – Maria José Pessoa Girão, já viúva, à época do inventário, de seu primo Francisco José Carneiro, filha de Joaquim José Carneiro Monteiro. Não houve descendência deste casal.</p>
<p style="text-align: justify;">6 – <strong>EDUARDO HENRIQUE GIRÃO</strong>, mais conhecido por Major Eduardo ou Antonio Major, homem de muito respeito moral, nascido em 19.02.1819 e falecido em 12.01.1901, na fazenda Paraíso, do Sítio Patos, em Morada Nova, onde sempre viveu. Casou-se primeiramente com sua prima, Mariana Carneiro Monteiro, filha do citado Joaquim José Carneiro Monteiro e, depois, com outra prima, Benvenuta Pessoa, filha de Luís José da Cunha Correia, nascida em 11.04.1833 e falecida em 17.02.1920.</p>
<p style="text-align: justify;">7 – João Damasceno Girão, falecido em 29.05.1906, casado com sua prima Maria José da Cunha Pessoa, filha do citado Luís José da Cunha Correia, nascida em 21.11.1821 e falecida em 04.01.1914, a qual também usava o nome Maria da Apresentação Angélica e Cunha.</p>
<p style="text-align: justify;">8 – Conrado Balbino da Silva Girão, falecido em 29.05.1907, homem de boas letras e de muita atuação política e social em Morada Nova, casado, à primeira vez, com a prima Cândida, filha de Miguel Antônio Rodrigues Machado, falecido em Quixeramobim, vítima de um desastre, e, em segundas núpcias, com a irmã desta, Hermínia Cândido Pessoa, falecida em 18.05.1907.</p>
<p style="text-align: justify;">9 – Felícia Pessoa da Silva, já falecida, quando do inventário dos pais, casada com o latinista Manuel Antônio Ferreira Nobre.</p>
<p style="text-align: justify;">10 – Joaquim José Girão, igualmente falecido, casado com a prima Ana Angélica Pessoa e Silva, conhecida por Mulata, filha do mencionado Luís José da Cunha Correia, e em segundo matrimônio unida ao professor Manuel Antônio Ferreira Nobre, Mestre em Latim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA EXPLICATIVA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O autor, como se verá a seguir, tomou a liberdade de atualizar a genealogia da família Girão, optando, de início, em descrevê-la por unidades de cada RAMO FAMILIAR dos Girões. Foram compostos e publicados, em 2004, os FASCÍCULOS I, II e III, representando as gerações distintas de três dos irmãos, bisnetos do patriarca <strong>ANTONIO JOSÉ GIRÃO</strong>, e filhos do casal <strong>Luísa Cândida Carneiro Girão</strong> – Lulu (NETA 38) e <strong>Leandro Carneiro de Sousa</strong>, correspondentes, respectivamente, as descendências dos casais: <strong>FELÍCIA CARNEIRO GIRÃO</strong> e Guilherme Regino de Oliveira;<strong> INÁCIO CARNEIRO DE SOUSA</strong> (Carneirinho) e Francisca Xavier Carneiro Girão (avós paternos e maternos do autor) e <strong>LUIZ CARNEIRO DE SOUSA GIRÃO</strong> (Sousa), ao qual foram contemplados os filhos descendentes de seus dois casamentos: o primeiro com Celina Cavalcanti Girão e o segundo com Maria Machado Girão (Mariinha).</p>
<p style="text-align: justify;">Antevendo que seqüenciar as edições dos demais ramos da família, seguindo a mesma metodologia – fragmentada e dispersa por FASCÍCULOS, antes adotada – comprometeria de forma significativa a boa compreensão e o entendimento fácil de como se desenvolvera biologicamente a Família Girão como um todo, alvitrou-se por ampliar a coleta de dados por algum tempo e adicionar o conteúdo dos opúsculos anteriores a esse novo trabalho, no sentido de consolidar neste único livro toda a Árvore Genealógica da Família Girão no Brasil, a partir de suas raízes no Ceará, em 1810, com o casamento do patriarca <strong>ANTONIO JOSÉ GIRÃO</strong> (Natural de Lisboa/Portugal) e <strong>MARIA JOSÉ PESSOA DA SILVA</strong> (Natural de Quixeramobim – CE). Buscou-se às descendências desde nossos ancestrais mais longínquos ou menos remotas e desenvolveu-se a linhagem até serem alcançadas às contemporâneas ou suas mais recentes gerações.</p>
<p style="text-align: justify;">A seguir, descrevem-se as descendências de cada qual, desses filhos de Antônio José Girão (Senhor) e Maria José Pessoa da Silva.</p>
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		<title>Dedicatória</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 02:36:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dedico este trabalho: á memória dos meus pais Childerico e Marizita, que foram exemplo de caráter e dignidade e me legaram preciosas lições de vida; à minha estimada esposa Estrêla, meu suporte amoroso de vida e eterna namorada; às minhas filhas Ana Paula e Ana Cristina, meus tesouros, que muito me incentivaram; aos meus netos Gustavo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dedico este trabalho:</p>
<p>á memória dos meus pais Childerico e Marizita, que foram exemplo de caráter e dignidade e me legaram preciosas lições de vida;</p>
<p>à minha estimada esposa Estrêla, meu suporte amoroso de vida e eterna namorada;</p>
<p>às minhas filhas Ana Paula e Ana Cristina, meus tesouros, que muito me incentivaram;</p>
<p>aos meus netos Gustavo, Guilherme, Felipe e Clarissa que são a continuidade de mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Guilherme Girão</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vivendo um Sonho</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 02:33:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando me propus a escrever este livro, que era de há muito um sonho acalentado, guardava em mente elaborar – sem o apelo a refinos literários – um relato genealógico com vista a resgatar a memória dos nossos antepassados. Para tanto haveria de partir de um ponto qualquer que servisse de marco referencial da história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando me propus a escrever este livro, que era de há muito um sonho acalentado, guardava em mente elaborar – sem o apelo a refinos literários – um relato genealógico com vista a resgatar a memória dos nossos antepassados. Para tanto haveria de partir de um ponto qualquer que servisse de marco referencial da história dos Girões. Vali-me, então, da significativa obra deixada pelo renomado historiador, nosso primo, Raimundo Girão: “Montes. Machados. Girões”, (desdobramento do primeiro ensaio literário: “Esboço de Uma Genealogia”, do mesmo autor, datado de 1937).</p>
<p style="text-align: justify;">Dar continuidade ao registro genealógico de tão numerosa família na sua plenitude, faltar-me-iam fontes de informações confiáveis, além de meios materiais com que se tornasse possível levar a cabo projeto de tal dimensão. Até porque sabido me era, já de antemão, tratar-se de pesquisa que por certo envolveria contatos com milhares descendentes de outros ramos vinculados aos Girões, tão complexos tornaram-se os entrelaçamentos dos nossos consangüínios gerados pelo casamento com pessoas de outros grupos familiares, bem assim, por tratar-se de ramos de família cujas raízes históricas remetiamse a outras remotas ancestralidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Mister se fazia, pois, reduzir-se o universo do projeto, o que tornaria mais viável a sua consecução. A opção, assim, foi tomar como ponto de partida a figura Patriarcal de ANTÔNIO JOSÉ GIRÃO, elegendo-o tronco gerador dos ramos que se haveria de esmiuçar à exaustão até o quanto me permitissem o ânimo e as possibilidades reais de colaboração de outrem para se chegar a obter maior número de informações.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem perda de tempo a pensar, e há quase quatro anos, parti para o trabalho de pesquisa direta, operando não só no tête-à-tête como por outros meios de contatos. Como foi dito, o trabalho de Raimundo Girão valeu-me como “matriz” para o deslanchamento da coleta de dados. Tais anotações resultaram por demais úteis, visto que embora se tratando de material coligido em décadas passadas e com dados da década de 60, portanto defasados, asseguravam-me respaldo na credibilidade do autor, o que propiciava maior confiabilidade aos dados anteriores, alguns, todavia, merecendo complementações, alterações e correções.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram estabelecidos, como já disse, contatos com todos os segmentos das gerações contemporâneas dos descendentes do patriarca ANTÔNIO JOSÉ GIRÃO e com o estímulo aos parentes inquiridos a tomarem interesse pela importância da pesquisa, alcançou-se desta forma níveis razoáveis de resultado, trabalho que se realizou, como já disse, num período de quatro anos e meio. Assim, é que foram coletados dados de familiares não só residentes em Morada Nova &#8211; berço dos Girões &#8211; como na capital cearense, bem assim em quase todas as unidades da Federação e em alguns países do exterior, confirmandose a assertiva de que há Girões espalhados não só em nosso Brasil, mas por toda a parte do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que se foram desenvolvendo os trabalhos de coleta de dados, abriam-se perspectivas para outros tipos de informações não só de natureza genealógica, mas também relacionadas às pessoas que seriam biografadas, bem assim como edificações antigas, templos, documentos, títulos, fotografias, antecedentes históricos, escritos e fatos dignos de registro para perpetuação da memória de nossos ancestrais – daí a razão do subtítulo: história e genealogia.</p>
<p style="text-align: justify;">A bem da verdade, citados elementos por si só não seriam suficientes para formar satisfatoriamente as fontes de informações para elaboração deste livro. Tais fontes, pois, basearam-se em muito na tradição oral, em livros e jornais, estas especialmente fundamentadoras dos dados para a edição das biografias que são um dos componentes da obra. Outros subsídios foram colhidos mediante entrevistas, quer pessoalmente ou por telefone, ou através de fax ou e-mails, pesquisa em livros, jornais, buscas na Internet, em arquivos de bibliotecas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é fácil colher dados e informações para organizar uma genealogia. Necessariamente, haverá nos estudos dessa natureza omissões e erros.</p>
<p style="text-align: justify;">Esforços e boa vontade não faltaram na busca de informações, visando à consecução de um trabalho o mais completo possível. No entanto, necessário é se reconhecer que esta não é uma obra perfeita, completa, acabada. Vejam se a propósito as lacunas dos dados genealógicos, sempre supridas por reticências e pontos de interrogação à míngua de informações concretas. Tais falhas, contudo, correm por conta dos informantes que, mesmo ungidos de boa vontade, as mais das vezes não tinham como precisar os nomes ou os detalhes que resultassem completas as informações. O parente-leitor que se deparar com situações desse jaez terá todo o direito de manifestar-se insatisfeito, só não o de atribuir descuido do autor, pois todos os esforços foram envidados para o alcance de resultados da maior fidelidade. Tal não sendo possível por razões óbvias, fica a tarefa para outros futuros abnegados e que certamente haverão de ampliar este trabalho ou até mesmo aperfeiçoá-lo. Se tal vier a ocorrer, aqui ficam os alicerces dessa construção. Resta, agora, que todos se tomem do desejo de corrigir as falhas, para o que alvitraria aos parentes enviarem suas observações ou retificações para o endereço do autor, indicado no verso deste livro. Serão elas anotadas para que de futuro este trabalho venha a se completar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns galhos da árvore, figuram informes menos recentes, motivo por que, neles, as omissões serão mais acentuadas.</p>
<p style="text-align: justify;">As lacunas e imperfeições que porventura ocorreram nas pesquisas diretas, bem assim as que são encontradas em relação aos dados colhidos via telefone ou Internet quanto à “Família Girão no Brasil”, foram involuntárias, portanto, como é natural, são frutos de equívocos ou omissões, próprias de toda obra humana. Em ambos os casos, tudo foi feito no sentido de suprir tais falhas, sem apelar para a invencionice.</p>
<p style="text-align: justify;">No desdobramento dos trabalhos de pesquisa, ocorreram situações de correções impraticáveis, como aconteceu nos casos de famílias das quais não se tem dados e informações a respeito, senão parcas notícias. Para esses casos, nada foi possível realizar, a não ser reconhecer da incapacidade de alcançá-las, inobstante o maior empenho de fazê-los com o devido acerto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para melhor compreensão, mister é também esclarecer que, nos casos de matrimônios entre parentes, a descendência ficou atribuída ao parceiro que primeiro aparece no desenvolvimento da Árvore Genealógica, fazendo-se remissão, por referência ou código, à figura aonde o outro cônjuge parente se localiza, método esse que padroniza as ocorrências idênticas no sentido de facilitar a leitura e compreensão e evitar a duplicidade de nomes em descendentes de ambas as convenções.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumpre ser aqui registrada a expressão do meu agradecimento às pessoas, parentes ou não, que colaboraram nesta ingente tarefa. E não foram poucas aquelas que atenderam aos apelos feitos e por quaisquer das formas deram sua, e importantíssima, ajuda participando com sua valiosa colaboração para o êxito deste trabalho. Com efeito, este é um livro que pertence mais apropriadamente à família Girão do que ao próprio autor.</p>
<p style="text-align: justify;">Não poderia encerrar este trabalho sem mencionar, por um dever de gratidão e justiça, aos que muito me ajudaram. Refiro-me ao caro e estimado primo, o filósofo e escritor, Luis de Sousa Girão, que não mediu esforços no sentido de me encorajar e contribuir, de várias formas, na elaboração desta obra. Sua experiência aliada à boa vontade foi de suma valia, pelo que fica aqui registrado o preito de meu especial agradecimento. De igual modo, lembro outro, também primo, o renomado escritor e jornalista Blanchard Girão, quesempre me dedicou, quando em vida, um pouco que fosse do seu escasso e precioso tempo para um bate-papo, com o que me propiciava bons frutos e proveito daquilo que ele tinha de sobra – a experiência no ramo. Muito obrigado, ainda, a todos os demais parentes, em particular aos estimados primos: o historiador Sivaldo Andrade Girão, que cuidou em ajudar-me na coleta de dados de parentes Girões residentes em Morada Nova; Celda Brasil Girão que elaborou a descendência de seus pais; ao Dr. Eurípedes Chaves Júnior, pelo incentivo ao me encorajar para o desenvolvimento deste trabalho, bem assim, a prestimosa Ana Girão Nobre que forneceu dados complementares de seus ancestrais, alem muitos outros que ajudaram na coleta de dados ou encaminhando a outras fontes de informações, sem as quais se tornaria mais difícil ainda a realização deste modesto trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Obrigado a todos.</p>
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		<title>Toque de reunir</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 02:10:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Somos tantos, e tão próximos. Entretanto, tão distanciados. Este, aliás, o normal itinerário de qualquer família: a árvore-mãe se esgalha, dela brotando novos galhos a cada dia, todos movidos pela mesma seiva original, a essa altura já mesclada a outras bem diversas, sempre através do cadinho do amor, berço da vida. Quando as frondes se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Somos tantos, e tão próximos. Entretanto, tão distanciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Este, aliás, o normal itinerário de qualquer família: a árvore-mãe se esgalha, dela brotando novos galhos a cada dia, todos movidos pela mesma seiva original, a essa altura já mesclada a outras bem diversas, sempre através do cadinho do amor, berço da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as frondes se ampliam em demasia, perdendo-se no entrelaçamento constante com outros ramos, é hora do toque de reunir.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta clarinada partiu de Guilherme Girão de Oliveira, apaixonado e paciente membro do vasto clã que despontou da união, a perder-se nos longes do tempo, de Felícia Carneiro de Sousa Girão com Guilherme Regino de Oliveira, estes, bisnetos do Casal Patriarca ANTÔNIO JOSÉ GIRÃO e Dona MARIA JOSÉ DE JESUS (também chamada de Maria José Pessoa da Silva).</p>
<p style="text-align: justify;">Com a pertinácia dos que se devotam a esse estudo tão importante quanto difícil, que é a Genealogia, o distinto primo, magistrado Guilherme Girão, seguindo a mesma trilha de outro primo, Raimundo Girão, vasculhou os escaninhos de sua própria memória e os da parentada dispersa por esse mundão de terra chamado Brasil para produzir esse trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Missão cumprida. Aqui está, perfeito em organização e magnífico em síntese, todo o desdobramento daquele conúbio principiado ainda no século XIX e que está hoje presente em dezenas de famílias brasileiras, muitas das quais inteiramente distanciadas do núcleo de que se originaram.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de agora, esta obra aproximará todos os descendentes, centenas ou milhares a esta altura, oriundos do abraço amoroso, não só de seus avós, mas remotamente a todas as descendências oriundas da união de seus ancestrais, precursores da Família Girão no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos poderão dispor de um referencial perfeito de sua consangüinidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Belo e louvável trabalho, este que me é dado a apresentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Agosto/2004</p>
<p style="text-align: justify;">BLANCHARD GIRÃO</p>
<p style="text-align: justify;">“In memoriam”</p>
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		<title>Prefácio</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 02:03:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É através da pesquisa genealógica que uma pessoa descobre a origem do seu sobrenome, identificando as antigas gerações do seu clã, bem como o nome do país onde tudo começou. Nestas buscas dos antepassados, onde se incluem também as relacionadas com a onomástica e heráldica, o(a) interessado(a) obtém, além da sua posição na árvore genealógica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É através da pesquisa genealógica que uma pessoa descobre a origem do seu sobrenome, identificando as antigas gerações do seu clã, bem como o nome do país onde tudo começou. Nestas buscas dos antepassados, onde se incluem também as relacionadas com a onomástica e heráldica, o(a) interessado(a) obtém, além da sua posição na árvore genealógica de sua família, as características do brasão e dos escudos portados por seus primeiros ancestrais.</p>
<p style="text-align: justify;">Orgulhosos por serem descendentes de uma família de notável prestígio, atualmente ou no passado, os pretendentes procuram na sua árvore genealógica o ramo em que os seus antecedentes (pai, avô, bisavô, etc.) estão situados, até estabelecer definitivamente o local que ocupam na sua instituição familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">No Ceará, o Historiador Raimundo Girão foi, de fato, o pioneiro na construção da árvore genealógica, dentre outras, da sua própria família, publicada e fazendo parte do seu primoroso Livro “MONTES. MACHADOS. GIRÕES”, editado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Ceará, em 1967. Nesta obra, foram catalogados, genealogicamente, 95 netos, 340 bisnetos e 780 trinetos, todos descendentes dos 10 (dez) filhos de ANTÔNIO JOSÉ GIRÃO, o patriarca, fundador da nossa família, em terras alencarinas. E, diga-se de passagem, tudo isso feito em pesquisa-de-campo, na qual o diligente historiador procedeu a consultas em cartório, colhendo informações de parentes interessados ou não.</p>
<p style="text-align: justify;">É profundamente lamentável que, durante os últimos 40 anos, nada tenha sido acrescentado à Árvore Genealógica dos Girões, permanecendo a obra incompleta. Mas, felizmente, um outro gigante da genealogia, o magistrado GUILHERME GIRÃO, com a pertinácia dos que se devotam a esse estudo tão importante quanto difícil, que é a Genealogia, dedicou-se de corpo e alma por mais de quatro (4) anos de laboriosa e exaustiva pesquisa, não lhe faltando ânimo para encarar este grandioso desafio: complementar, corrigir e atualizar, na medida do possível, a Árvore Genealógica dessa importante família cearense, a partir da 6ª até a 10ª geração.</p>
<p style="text-align: justify;">É óbvio que o magistrado Guilherme Girão, cujo nome faz parte, agora, do panteão dos genealogistas cearenses, contou com meios e instrumentos mais atuais de consulta e pesquisa na colheita de dados: Livros, Revistas, Jornais, Telefones (Telelistas), Fax, E-mails e nas entrevistas, “tête-à-tête”, em visitas aos parentes; mas, nem por isso foi, esta sua, uma empresa fácil. Na verdade, custou-lhe noites indormidas, num trabalho diuturno, sério e cansativo, motivado, não por querer engrandecer-se à distinção ou desejo de fama, mas, tão somente, por amor a sua, a nossa querida e ilustre Família Girão.</p>
<p style="text-align: justify;">Convém ressaltar, por dever de justiça, que o autor não se limitou à simples atualização dos dados genealógicos da família. Foi mais além. Ampliou o trabalho dando maior dimensão ao conteúdo. Enriqueceu a pesquisa narrando, de início, a história da Família Girão nos países de origem e no Brasil, particularizando suas raízes no Ceará. Cuidou de mostrar biografias de seus</p>
<p style="text-align: justify;">ilustres filhos, ressaltando fatos históricos e pitorescos daqueles que mais se destacaram em vida. Fez inserir fotos de nossos ancestrais e de algumas imagens inesquecíveis do sertão e dos velhos casarões de moradia de nossos saudosos antepassados.</p>
<p style="text-align: justify;">Imprimiu, além do mais, as características do seu estilo pessoal, escrevendo, a bem da verdade, por assim dizer, um novo livro. Enfim, para que um autor sonhe com a imortalidade, precisa fazer algo de notável. E o genealogista Guilherme Girão o fez. Com esta sua obra genealógica, o ilustre prefaciado bem poderia dizer, parafraseando Ovídio, o célebre poeta romano: Per Saecula Omnia Vivam – “Eu viverei para todo o sempre”.</p>
<p style="text-align: justify;">Fundamental, produto de meticulosa pesquisa e escrito com as tintas do coração, este livro precioso, ora lançado pela conceituada Editora ABC, será, com certeza, a obra de cabeceira e de consulta dos Girões.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Setembro/2007</p>
<p style="text-align: justify;">Luís de Sousa Girão</p>
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		<title>RAIMUNDO GIRÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 00:49:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Raimundo Girão (BIOBIBLIOGRAFIA RESUMIDA) Filho de Luís Carneiro de Sousa Girão e Celina Cavalcanti, nasceu na fazenda Palestina, do Município de Morada Nova, no Ceará, perto três quilômetros da cidade sede municipal, no dia 3 de outubro de 1900, uma quarta-feira. Aos cinco anos de idade, com os pais, mudou-se para Maranguape, cidade em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6215/6232883920_768438ac4c.jpg" alt="" width="340" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;">Raimundo Girão</p>
<p style="text-align: justify;">(BIOBIBLIOGRAFIA RESUMIDA)</p>
<p style="text-align: justify;">Filho de Luís Carneiro de Sousa Girão e Celina Cavalcanti, nasceu na fazenda Palestina, do Município de Morada Nova, no Ceará, perto três quilômetros da cidade sede municipal, no dia 3 de outubro de 1900, uma quarta-feira. Aos cinco anos de idade, com os pais, mudou-se para Maranguape, cidade em que permaneceu até 1913 e teve a oportunidade de fazer os primeiros estudos freqüentando a escola pública dirigida pela professora Ana de Oliveira Cabral (D. Naninha) e o Colégio particular do prof. Henrique Chaves.</p>
<p style="text-align: justify;">Em novembro de 1913, transferiu-se para Fortaleza, passando a freqüentar o Colégio Colombo, do prof. Manuel Leiria de Andrade, e em ¬seguida matriculou se no Liceu do Ceará, no qual tirou os necessários preparatórios (1919). No ano seguinte, matriculou se na Faculdade de Direito do Ceará, cujo curso terminou colando grau de Bacharel no dia 8 de dezembro de 1924. Nessa mesma Faculdade, doutorou-se em 1936, sendo aluno laureado com a tese O Fenômeno Freudiano e a Criminologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Advogado nos auditórios do Estado, quando em 1932 é chamado a exercer as funções do cargo de Secretário Geral da Prefeitura de Fortaleza (Secretaria Única), para a 14 de dezembro desse ano receber a nomeação de Prefeito Municipal interino. Efetivou-se no cargo no dia 19 de abril de 1933 e o exerceu até 5 de setembro de 1934, dedicando todos os seus empenhos e experiências aos interesses administrativos da Capital cearense.</p>
<p style="text-align: justify;">No ano seguinte, por ato governamental de 21 de setembro, foi nomeado, sem que o pleiteasse, Ministro do Tribunal de Contas do Ceará, criado pelo Dec. n° 124, do dia 20, anterior, do Governador Francisco de Menezes Pimentel. Nesse Governo, foi distinguido com várias e importantes Comissões, inclusive a Comissão que representou o Ceará nas Conferências de Assuntos Econômicos e Fazendários, a primeira reunida no Rio de Janeiro (1940) e a segunda em Salvador (Bahia, 1941). Outra Comissão de alta significação de que fez parte foi a encarregada de elaborar o Projeto de Estatuto dos Funcionários do Estado (1942). Nomeado em 2 de março de 1946 Livre Docente da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), na Cadeira de Estudos Comparados das Doutrinas Econômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1949, como representante do Estado do Ceará e do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará (para o qual entrara como Sócio Efetivo em 1941 e do qual foi, posteriormente, aclamado Presidente de Honra, vindo a receber ainda, post mortem, o título de Sócio Benemérito), participou do 1° Congresso Histórico do Estado da Bahia, comemorativo do 4° Centenário de Fundação da Cidade de Salvador, realizado nos dias 18 a 30 de março. Quando Prefeito Municipal de Fortaleza (1933-1934) teve a oportunidade de concorrer para a instalação do primeiro Club de Rotary do Ceará, a que por duas vezes presidiu. De caráter rotário, tomou parte, além de outras, da Comissão Distrital de Manaus (1951), demorando-se algum tempo na Amazônia para sentir melhor as belezas da Hiléia. Duas vezes mais esteve naquela maravilhosa região, construindo sólida e duradoura amizade com a intelectualidade local.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1952 é nomeado presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, ao qual já servira como Conselheiro desde 1935. Presidiu também, por um triênio e sem remuneração, à 2ª Junta de Conciliação e Julgamento do Ministério do Trabalho em Fortaleza. Integrou, como Diretor do Departamento Jurídico, a Companhia Ceará de Seguros Gerais, a primeira seguradora genuinamente cearense. Foi Mordomo da Santa Casa de Misericórdia da Capital e advogado da Associação Comercial do Ceará. Com o prof. Mozart Soriano Aderaldo, participou do congresso comemorativo do Tricentenário da Restauração Pernambucana, realizado no Recife em julho de 1954.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi um dos fundadores e primeiro Diretor da Escola de Administração do Ceará, a primeira faculdade no gênero em todo o Nordeste, hoje incorporada à Universidade Estadual do Ceará (UECE). Nomeado em 9 de janeiro de 1960 Secretário de Urbanismo do Município de Fortaleza, de cuja Pasta foi o primeiro titular, pois foi ela criada por sugestão sua. Nomeado, por Ato de 12 de agosto de 1966, Secretário de Educação do Estado, no breve e operoso Governo de Franklin Gondim Chaves; e por Ato de 3 de outubro desse ano, recebeu a nomeação, como primeiro titular, da Secretaria de Cultura do Ceará (1966-1971), pasta criada com o desdobramento (a primeira no Brasil) da anterior Secretaria de Educação e Cultura, em conseqüência de trabalho seu constante e criterioso, adotado pelo Governo do Estado. A idéia inovadora do Historiador logo foi adotada por outras unidades da Federação; culminando, anos depois, com o surgimento do Ministério da Cultura, no Governo do Presidente José Sarney.</p>
<p style="text-align: justify;">Presidiu à Academia Cearense de Letras, no biênio 1957/58, na qual ocupava a Cadeira n° 21 de que é Patrono José de Alencar. Em 1985, foi aclamado Presidente de Honra e, posteriormente, eleito Sócio Efetivo da Sociedade Cearense de Geografia e História, tendo ocupado na mesma a Cadeira de n° 22, patroneada pelo romancista Franklin Távora. Reorganizou e dirigiu por vários anos o Museu Histórico e Antropológico do Ceará, hoje denominado Museu do Ceará. Idealizou e fundou em Morada Nova (CE), em 1985 e com o imprescindível apoio da Prefeitura local, o Museu do Vaqueiro. Comandou, com muita operosidade, no período de 1951 a 1954, a Associação Cultural Franco-Brasileira. Concorreu de forma decisiva para a implantação do núcleo da Legião Brasileira de Assistência no Estado, bem como para a criação do Instituto dos Cegos do Ceará, do qual recebeu posterior título de benemerência. Dirigiu o Clube Iracema – antiga e respeitada agremiação, famosa por suas tertúlias e excelência de suas reuniões lítero-musicais – de 1949 a 1951.</p>
<p style="text-align: justify;">Figura exemplar de polígrafo e homem público, Raimundo Girão recebeu em vida, e continua a receber, in memoriam, um grande número de honrarias e homenagens, destacando-se, dentre outras: Medalha da Abolição, a mais valiosa comenda outorgada pelo Estado do Ceará; Medalha José de Alencar, “instituída para galardoar aqueles que souberam ou puderam concorrer de modo destacado para o engrandecimento da Cultura do Ceará”; Medalha do Mérito Cultural, da Universidade Federal do Ceará; Medalha do Mérito Administrativo, outorgada pela Prefeitura Municipal de Fortaleza; Medalha Companheiro Paul Harris, conferida pelo Rotary Internacional; Medalha (ouro), recebida no dia 21 de setembro de 1967, por ocasião da solenidade em que o Rotary Club de Fortaleza homenageou os seus dois sócios fundadores sobreviventes; uma segunda medalha de ouro foi-lhe conferida, pelo mesmo motivo, em 1987; Medalha do Mérito Rotário Raimundo Oliveira Filho, do Rotary Club Fortaleza – Alagadiço; Medalha do Mérito Rotário do Rotary Club Fortaleza – Praia; Medalha de Bronze do Governo Francês, em reconhecimento aos serviços prestados à Cultura Francesa, especialmente como presidente do Comité des Fêtes du Bimillenaire de Paris (1955); Medalha Barão de Studart (ouro) e Medalha Comemorativa do 1º Centenário de Fundação (ouro), ambas conferidas pelo Instituto do Ceará; Medalha da Legião Brasileira de Assistência e dois diplomas de Honra ao Mérito por relevantes serviços prestados à causa da Maternidade, Infância e Adolescência do Brasil; Medalha de Honra ao Mérito da Federação Cearense de Futebol, como atleta veterano, por ocasião da inauguração do Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo (Castelão); Sereia de Ouro, troféu que o Grupo Verdes Mares de Comunicação, após rigorosa escolha, confere a quem (4 por ano) a seu ver pôde ser objeto de sua preferência; troféu Coruja da APESC (Associação dos Professores do Ensino Superior do Ceará); diploma de Cidadão de Maranguape (CE); diploma de Patrono e, posteriormente, Troféu de Honra ao Mérito (in memoriam) da Associação dos Vaqueiros e Criadores de Morada Nova, sua terra natal; diploma de Amigo da Cultura (1980), conferido pela Secretaria de Cultura do Ceará e Placa de Honra ao Mérito (in memoriam), quando das comemorações dos 40 anos de criação da mesma Secretaria, em 2006; diploma de Honra ao Mérito (in memoriam) da Secretaria da Educação Básica do Ceará, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Educação no Estado (2002).</p>
<p style="text-align: justify;">Pertenceu, como sócio honorário ou correspondente, a três dezenas de entidades culturais (sociedades científicas, academias e institutos históricos) de vários Estados do Brasil; dentre eles ao vetusto Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio de Janeiro) e ao Instituto Genealógico Brasileiro, com sede em São Paulo. No ano de 1987, a convite do então Ministro da Cultura Celso Furtado, integrou a Comissão Nacional Preparatória das Comemorações do Centenário da Abolição no Brasil. A memória tutelar de Raimundo Girão patroneia cadeiras nas seguintes associações culturais: Colégio Brasileiro de Genealogia (Rio de Janeiro, RJ), Instituto Cultural do Cariri (Crato, CE) Academia Moradanovense de História e Letras (Morada Nova, CE), Academia Limoeirense de Letras (Limoeiro do Norte, CE) e Academia Fortalezense de Letras (Fortaleza, CE). A Biblioteca do Tribunal de Contas do Estado e a do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Estadual do Ceará (UECE) igualmente ostentam o seu nome.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua bibliografia é alentada e múltipla: O Fenômeno Freudiano e a Crimi¬no-logia (tese de doutoramento, laureada), 1937; A Receita Pública &#8211; Aspecto Brasilei¬ro, 1937; Esboço de uma Genealogia, 1937; Diretrizes Novas do Conhecimento Financeiro, 1937; Fiscalização dos Gastos Públicos, 1937; O Ceará (em colaboração com Antônio Martins Filho), 1ª ed., 1939, com uma reedição fac-similar em 2011; 2ª ed. 1945; 3ª ed. 1966; O Comendador Machado e sua Descendência, 1942; Coronel Tibúrcio Cavalcanti (biografia), 1941; Cidade da Fortaleza – Filmagem Histórica (ensaio), 1945; História Econômica do -Ceará, 1947; 2ª ed. 2000; Bandeirismo Baiano e Povoamento do Ceará (ensaio), 1949; Três Gerações (ensaios literários sobre Pápi Júnior, Leonardo Mota e Fran Martins), 1950; A Princesa Vestida do Baile (ensaio sobre a vida mundano-social de Fortaleza), 1950; Peque¬na História do Ceará, 1953; 2ª ed. 1962; 3ª ed. 1971; 4ª ed. 1984; Retrato de Fortaleza (palestra, em colaboração com Ubatuba de Miranda), 1954; A Aboli¬ção no Ceará, 1956; 2ª ed. 1969; 3ª ed.1984, 4ª ed. 1988; Educandários de Fortaleza (ensaio), 1956; Antologia Cearense, 1957; Geografia Estética de Fortaleza (o mais completo levantamento da História de Fortaleza), 1959; 2ª ed. 1979; 3ª ed.1997; História da Faculdade de Direi¬to do Ceará, 1960; Guia do Visitante do Museu Histórico e Antropológico do Ceará, 1960; Matias Beck – Fundador de Fortaleza (ensaio histórico sobre a fundação de Fortaleza), 1961; História Econômica Geral e do Brasil, 1964; Ecologia de um Poema (ensaio sobre Iracema), 1966; Vocabulário Popular Cearense (Prêmio Gustavo Barroso da UFC), 1967; 2ª ed. 2000, com uma reimpressão em 2007; Montes, Machados, Girões (apontamentos genealógicos), 1967; Palestina, uma Agulha a as Saudades (reminiscências), 1972; 2ª ed. 1984; A Academia de 1894 (história da Academia Cearense de Letras) 1975; Famílias de Fortaleza (apontamentos genealógicos), 1975; Botânica Cearense na Obra de Alencar a Caminhos de Iracema (ensaio), 1976; Porto do Mucuripe – Solução Ótima Para um Problema Difícil (ensaio), 1976; O Centenário de Morada Nova (discurso), 1976; O Senador Pompeu (1877-1977) (biografia), 1977; Bichos Cearenses na Obra de Alencar (ensaio), 1977; A Cidade do Pajeú (ensaio histórico sobre a fundação de Fortaleza), 1982; Eduardo Henrique Girão (1882-1982) (biografia), 1982; Uma Dignidade Militar (1882-1982) (reedição, aumentada, da bio¬grafia do Cel. Manoel Tibúrcio Cavalcanti), 1982; Páginas Exumadas (miscelânea), 1982; Os Municípios Cearenses a os seus Distritos, 1983; Fortaleza e a Crônica Histórica (ensaio), 1983; 2ª ed. 1997; 3ª ed. 2000; Evolução Histórica Cearense, 1986; A Marcha do Povoamento do Vale do Jaguaribe (1600-1700), 1986; O Ceará Pré-Histórico (conferência), 1986; Dicionário da Literatura Cearense (em colaboração com Maria da Conceição Sousa), 1987; Pequena Galeria Moradanovense (biografias), 1988; Descrição da Cidade de Fortaleza, de Antônio Bezerra de Menezes (introdução e notas de Raimundo Girão), 1992, publicação póstuma – dentre outros trabalhos menores. Organizou ainda doze livros de variados assuntos e escreveu vinte e três prefá¬cios ou apresentações para livros de outros autores. Sua colaboração em periódicos – jornais e revistas – chega a quase cinco centenas de produções, entre ensaios, artigos, crônicas e entrevistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em enquete promovida pela TV Cidade, de Fortaleza, no ano de 1987, foi consagrado como um dos Vinte Maiores Cearenses de Todos os Tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Faleceu a 24 de julho de 1988, em Fortaleza, capital a quem dedicou os melhores afetos e estudos históricos definitivos. Em 1991, o Prefeito Juraci Magalhães, por decreto, prestou-lhe expressiva homenagem, mudando a denominação da Avenida Aquidabã para Avenida Historiador Raimundo Girão. Casou-se pela primeira vez com Maria Monteiro de Lima, que veio a falecer em 19.11.1925, sem filhos. Era filha de Manuel Gonçalves de Lima e Maria do Carmo Monteiro. O segundo casamento deu-se em 27.11.1926 com Maria Gaspar Brasil (Marizot), nascida em 18.03.1910 e falecida a 20.05.2004, em Fortaleza, filha de Prudente do Nascimento Brasil e Inês de Moura Gaspar. Do casal nasceram dez filhos, que se multiplicaram em numerosa descendência.</p>
<p style="text-align: justify;">No ano 2000, por ocasião das comemorações de seu 1º Centenário de Nascimento, recebeu Raimundo Girão inúmeros tributos à sua memória, não apenas das mais respeitadas entidades sócio-culturais do Estado, bem como da Imprensa local; destacando-se, por oportuno, a reedição de três de suas mais importantes obras. Ganhou medalhão de bronze com a sua efígie, à margem da bela avenida litorânea que leva o seu nome; e passou a nominar uma das áreas de eventos (Praça Verde Raimundo Girão) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Mestre incontestável da historiografia cearense e nordestina, segundo a crítica especializada, assim o definiu o também abalizado historiador e ensaísta Joaryvar Macedo: “Se ninguém se equiparou ao Barão de Studart, na paciente, afanosa e altamente meritória tarefa de coligir documentos, achegas e dados para a História do Ceará, ninguém, até hoje, se avantajou a Raimundo Girão, no grandioso cometimento de, pela obstinação na pesquisa, no estudo, na análise e na interpretação, recompor esta mesma História”.</p>
<p style="text-align: justify;">Principais fontes de estudos sobre Raimundo Girão</p>
<p style="text-align: justify;">CHAVES JÚNIOR, Eurípedes. Raimundo Girão – Polígrafo e Homem Público (Roteiro Biobibliográfico). Fortaleza: Gráfica Stylus e Comunicações Ltda., 1986. 184p.</p>
<p style="text-align: justify;">CHAVES JÚNIOR, Eurípedes; GIRÃO, Valdelice Carneiro (orgs.). Raimundo Girão – o Homem (1900-2000). Fortaleza: Editora Gráfica LCR, 2000. 257 p. Ilustrada.</p>
<p style="text-align: justify;">GIRÃO, Célvio Brasil (org.). Memória do Sítio Passaré. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2007. 401 p. Ilustrada.</p>
<p style="text-align: justify;">GIRÃO, Raimundo. Palestina, uma Agulha e as Saudades (reminiscências). Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 2ª ed., 1984. 298 p. Ilustrada.</p>
<p style="text-align: justify;">REVISTA DO INSTITUTO DO CEARÁ. Tomo CII, Ano CII, Volume 102, 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">REVISTA DO INSTITUTO DO CEARÁ. Tomo CXIV, Ano CXIV, Volume 114, 2000.</p>
<p style="text-align: justify;">Consultar o site: <a href="http://www.raiumundogirao.com" target="_blank">www.raimundogirao.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;">Fortaleza, setembro de 2011.</p>
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		<title>O Ceará</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 00:26:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por: Raimundo Girão e Antônio Martins Filho (1ª ed. – 1939; 2ª ed. – 1945; 3ª ed. – 1966) [Compilação crítica organizada por Eurípedes Chaves Júnior] AFFONSO DE TAUNAY: &#8220;Meu caro Dr. Rui [?] Acabo de receber sua carta e o volume d’O Ceará que o Sr. teve a bondade de me mandar de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por: Raimundo Girão e Antônio Martins Filho</p>
<p style="text-align: justify;">(1ª ed. – 1939; 2ª ed. – 1945; 3ª ed. – 1966)</p>
<p style="text-align: justify;">[Compilação crítica organizada por Eurípedes Chaves Júnior]</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>AFFONSO DE TAUNAY:</strong> &#8220;Meu caro Dr. Rui [?] Acabo de receber sua carta e o volume d’O Ceará que o Sr. teve a bondade de me mandar de um modo tão gentil e acompanhado de expressões que tanto me penhoraram e desvaneceram. Venho agradecer-lhe uma e outra coisa, sobremodo grato a esta lembrança tão gentil.</p>
<p style="text-align: justify;">Já conhecia o volume que li com muita atenção, nele aprendendo imenso e encontrando muita coisa já minha conhecida. É uma obra excelente para o conhecimento mais extenso de um Estado da importância do Ceará e do valor do cearense. Ótimo documentário de leitura atraente e riqueza informativa variada. As pequenas biografias são muito interessantes e instrutivas; a parte iconográfica de muito bom gosto. Otimamente escolhido, o texto&#8230; [trecho ininteligível]. Representa o livro excelente serviço prestado ao Ceará e ao Brasil relatando-nos os grandes progressos e a vitalidade do Estado” (Carta de São Paulo, SP, de 23/06/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE IMPRENSA:</strong> “A Editora Fortaleza, desta cidade, acaba de lançar nas livrarias a apreciável obra O Ceará, o mais completo e fiel repositório de assuntos que se relacionam com nosso Estado e interessam de perto ao mesmo. Anunciada de há meses, a saída da publicação em apreço marcou uma esplêndida vitória, muito menos para os seus inteligentes feitores do que para o próprio Ceará. O nosso Estado, que se ressentia de uma obra que lhe descrevesse em todos os aspectos, com um prodigioso dom de síntese, tem no livro O Ceará uma publicação do mais alto porte. O Ceará, cujo feitio material, em suas quase quinhentas páginas, muitas das quais excelentemente coloridas, nada fica a dever às ótimas publicações cariocas, foi trabalhado pelos espíritos dinâmicos de Martins Filho e Raimundo Girão, nossos prezados associados. Bacharéis ilustres, este último Juiz do Tribunal de Contas [do Ceará], membro da Comissão do Plano da Cidade de Fortaleza, como representante da ACI, ex-presidente do Rotary Club local, ex-prefeito da Capital; aquele primeiro, professor do Liceu do Ceará e de outros importantes estabelecimentos locais, diretor da apreciada e vitoriosa revista VALOR, membro destacado do Conselho Fiscal da ACI, ambos advogados de méritos, &#8211; Antônio Martins Filho e Raimundo Girão empregaram o melhor de seu esforço na feitura do O Ceará. O livro compensou-os esplendidamente, porque, na verdade, O Ceará é uma obra de valor inconteste” (Nota da Secretaria da ACI, lida ao microfone da P.R.E. 9 – Ceará Rádio Club e transcrita na revista VALOR, fasc. 13, p. 520, Fortaleza, novembro de 1939).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AZARIAS SOBREIRA:</strong> &#8220;Cada dia estou a consultar O Ceará, saído da sua pena associada a do Martins Filho. E cada dia sobe de ponto o meu entusiasmo e enlevo diante de tão bem urdida obra. Nunca uma expressão com objetivo comercial, feita para armar ao efeito. Tudo seriamente organizado, tudo objetivo, tudo modelar e altamente patriótico. Honra lhes seja&#8221; (Carta de Aracati, CE, de 23/05/1955).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CLÓVIS BEVILÁQUA:</strong> &#8220;Ao Governo do Estado do Ceará apresento as minhas homenagens e agradeço a oferta do belo e valioso livro O Ceará, organizado por dois ilustres cearenses, Raimundo Girão e Martins Filho, com a colaboração de cientistas, juristas, historiadores e poetas de reputação firmada. Para mim, como cearense, é um tesouro, que me fala da terra e da gente, a que me prendem laços indestrutíveis, me comove e me instrui. Com ele, vejo a grandeza moral e o progresso do Ceará, em todos os sentidos, e me alegro como filho&#8221; (Carta do Rio de Janeiro, RJ, de 28/03/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONSELHO NACIONAL DE GEOGRAFIA:</strong> “Excelentíssimo Sr. Raimundo Girão</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho o prazer de voltar à presença de V. Ex.a a fim de acusar o recebimento e agradecer penhorado a gentil remessa de um exemplar do valioso trabalho intitulado O Ceará, que veio enriquecer sobremodo o patrimônio bibliográfico especializado deste Conselho. Reafirmo os protestos de elevada estima e consideração. Christovam Leite de Castro – Secretário Geral (Carta do Rio de Janeiro, RJ, de 25/03/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DJACIR MENEZES:</strong> “UM DESAFIO DE CULTURA Num meio sempre disposto a desencorajar todas as iniciativas da inteligência, o arrojo dos meus amigos Drs. Raimundo Girão e Martins Filho escandalizou. A publicação no Ceará do O Ceará emudeceu o coro dos basbaques e alegrou a população que está sempre pronta a vitoriar os empreendimentos desligados de interesses imediatos. Porque esta obra reponta na esterilidade provinciana do ambiente, onde ainda choramingam os derradeiros poetas desmamados, como um desafio luminoso de vigor intelectual e de fecundidade laboriosa. É uma obra ordenada, fundamentada, erudita, que congregou trabalhos de estudiosos focalizando os diferentes aspectos da evolução cearense. Os estudos do quadro fisiográfico e climático, do material humano e seus processos sociais de ajustamento as condições telúricas, de todas as manifestações culturais que se surpreendem nessa gente e nesse habitat. Informações históricas rigorosas, oriundas de fontes limpas de suspeitas. Solução de divergências e vacilações, que a rotina ameaçava eternizar nos meandros da historiografia menos paciente e mais vulgarizada. Notícias demológicas, fiscais, administrativas, econômicas de todos os municípios, averiguadas carinhosamente&#8230; Que se poderá mais dizer? Por tudo isso, a obra organizada pelos meus dois amigos produziu essa admiração e esse espanto, entalando no silêncio tantos maldizentes sempre desesperançados. Quero crer que o Governo não deixará passar a oportunidade de incrementar a divulgação dessa obra, que é atualmente o melhor e mais verídico repositório de informações e estudos sobre o nosso Estado. Principalmente se levarmos em conta os erros e ignorância correntíos, que o livro, compilando uma investigação criteriosa, vem dissipar e aclarar. Não foi obra de encomenda, mas de abnegação, de esforço e de cultura. Por esses títulos, está se impondo rapidamente no nosso meio.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa espontaneidade magnífica de sua aceitação já é o melhor prêmio aos organizadores que tão atrevidamente desafiaram a descrença dos desanimados sobre obras serias num clima social onde se festejam tantas nulidades feitas obras e feitas gente&#8230;” ( Revista VALOR, fasc. 13, p. 523, Fortaleza, CE, novembro de 1939).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ELÓI PONTES:</strong> “A TERRA DA LUZ A despeito de tudo é certo que desconhecemos o Brasil. Cada vez que se publicam livros de informações sobre qualquer Estado encontramos neles verdadeiros mananciais de surpresas. Os raios de ação da nossa insaciável curiosidade têm alcances menores do que pensamos. É pensamento primário a circunstância de que aprendemos muito ao cabo de cada dia decorrido&#8230; Parece mesmo que todos os La Palisses do mundo já perceberam e repetiram isto&#8230; Assim nunca devemos estragar os ensejos de aprender mais alguma coisa, além das que os episódios cotidianos da vida concedem. Foi o que fizemos tendo O Ceará [1ª edição] de Raimundo Girão e Antônio Martins Filho (Editora Fortaleza), volume de informações de toda a ordem, quase todas curiosas. Pena foi que os autores não tivessem dado mais disciplina aos assuntos, distribuindo-os por sistema, de modo que pudéssemos avaliar não só o Ceará contemporâneo mas também as origens de tudo quanto ali já se realizou, nos planos das conquistas materiais e espirituais. Em todo o caso os esforços aqui compendiados podem servir de espelho a esforços análogos em relação a outros Estados, pois não é fácil obter informações cada vez que as procuramos. Além das notas abundantes sobre cada município cearense, seus recursos e fontes de opulência, foram reunidos no volume diversos estudos sobre educação, justiça, indústrias, literatura e outros assuntos, sempre de grande interesse. Os ensaios de João Nogueira, sobre hábitos e costumes, de Carlos Studart [Filho], sobre tribos indígenas, de Antônio Sales, sobretudo acerca da literatura cearense, constituem contribuição magníficas, que se podem somar a outras para se ter idéia em conjunto da formação nacional. Os autores, justificando o volume, que se imprimiu por iniciativa do Governo, dizem que ele representa documentário de estudos, que fotografam o Ceará. A fotografia reclama retoques&#8230; Falta-lhe, talvez, perspectiva. Por detrás dela sente-se apenas uma cortina. Por detrás dessa cortina haveria muito o que mostrar. No norte é, certo, o Ceará a terra que melhor pode correr o véu sobre tempos idos e vividos, para orgulho e vantagens para suas glórias históricas. Mas, seria exigir muito de uma iniciativa como esta, que cumpriu o preceito do lugar comum, preenchendo uma lacuna. Explicando-a e definindo-a lemos, na primeira página, que o volume foi ideado e elaborado com o intuito de ‘fazer melhor divulgação e propaganda honesta da terra, do homem e das coisas cearenses, a fim de afastar conceitos defeituosos e corrigir apreciações errôneas, decorrentes do desconhecimento da sua realidade’. É exato. Desconhecemos, em regra, todas as coisas nacionais, menos por indiferença que por falta de fontes esclarecedoras capazes. Os autores d’O Ceará compreenderam e confessaram as falhas desta obra, dizendo que ela foi ‘conseguida a troco de grandes esforços’ para concluir que, a despeito de tudo, possibilita visão de conjunto, mostrando aspectos gerais e indispensáveis a quem queira formular juízos seguros sobre a fisionomia do Estado, conhecido na tradição nacional por ‘terra da luz’.</p>
<p style="text-align: justify;">Acreditamos que se em outros Estados se organizassem publicações análogas seria fácil levantar o gráfico do Brasil contemporâneo. Acontece, porem, que as publicações análogas degeneram em poliantéas de magnatas. Isto foi evitado aqui, de modo geral, apesar de haver sido o volume impresso com apoio do Governo. Já é tempo de conhecermos o Brasil. As fontes desse conhecimento, em regra, envolvem apenas fenômenos de ordem material, tidos como administrativos&#8230; Por isso mesmo ignoramos a nossa terra. Relatórios não poderão nunca oferecer as imagens que queremos conhecer e a literatura de propaganda, entre nós, é constituída de relatórios insípidos, enfadonhos, desenxabidos” (Rio de Janeiro, RJ, 1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O ESTADO:</strong> “Da autoria dos Drs. Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, acaba de ser editado O Ceará, volume de cerca de 500 páginas, copiosamente ilustrado, e de excelente aspecto gráfico. É livro para se falar dele mais a vagar, tal a sua importância, sob todos os pontos, mormente histórico, geográfico, econômico e literário, propriamente dito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suas páginas, com uma clareza admirável e aprumada orientação, encontram-se quantos dados se precisem, referentes aos municípios, dos quais, além da parte geral, vem em súmula um histórico abrangente das formações política, judiciária, eclesiástica, a etimologia e ligeiras notas biográficas dos filhos de maior relevo nos diversos ramos das atividades humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se fora pouco, os autores, ampliando o seu intento, inseriram trabalhos de real valia de vultos inconfundíveis das nossas letras e ciências, como [enumera os colaboradores e os títulos de suas respectivas contribuições]. Não mais é preciso para um juízo dessa obra, que veio preencher a mais lamentável lacuna de que se ressentia o nosso Ceará.</p>
<p style="text-align: justify;">Livro que se impõe, e merece disseminado largamente pelos poderes públicos, mormente nesta época em que o valor das circunscrições territoriais e políticas se projeta justamente pela concretização de realidades demonstradas em publicações autorizadas como O Ceará.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixamos de parabenizar os autores, porque os parabéns quem os merece é, antes de tudo, a terra cearense” (Jornal de Fortaleza, CE, ed. de dezembro de 1939).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL: </strong>“Exmº Senhor Interventor Federal [Francisco de Menezes Pimentel] É do meu dever, agradecer a V. Excia., com todos os aplausos, esse magnífico documento O Ceará [1ª edição], com o qual o generoso espírito de V. Excia. me distinguiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Obra desse feitio e com essa feição de puro nacionalismo construtor, ao serviço da divulgação de todos os valores: materiais e culturais, de um grande núcleo brasileiro, o alto espírito que a consubstanciou em volume.</p>
<p style="text-align: justify;">Possam os demais Estados do Brasil, seguirem o exemplo do grande Ceará.</p>
<p style="text-align: justify;">Apresento a V. Ex.a com os meus agradecimentos, as melhores expressões da minha estima e consideração.</p>
<p style="text-align: justify;">Atenciosa e cordialmente patrício e admirador – Procion Serpa” (Carta do Rio de Janeiro, RJ, s/d).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FON-FON:</strong> “Os doutores Raimundo Girão e Antônio Martins Filho acabam de lançar à publicidade um livro de cerca de 500 páginas, intitulado O Ceará. O livro em apreço é um estudo completo e minucioso da gloriosa terra alencarina, uma valiosa demonstração, digna dos mais justos encômios, do que é o Ceará atual, como expressão dinâmica de vida e de progresso. Colaboram em tão útil quão importante trabalho os nomes mais representativos das letras cearenses. Com os drs. Martins Filho e Raimundo Girão o Ceará e os cearenses acabam de contrair uma inegável dívida de gratidão, pela rica contribuição desta obra, que é um retrato, autêntico e perfeito, do Ceará, oferecido a coevos e pósteros” (Revista semanal, editada no Rio de Janeiro, RJ, ed. de 16/03/1940, p. 41).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FRANCISCO CARVALHO:</strong> “É livro para ser lido com interesse e curiosidade, sobretudo com ternura, uma vez que em suas páginas ressurge, cálido e fecundo, o sopro neutralizador de antagonismos que fez do nosso povo e da nossa terra, símbolos perenes de uma civilização consolidada pelo martírio” (Jornal O POVO, de Fortaleza, CE, ed. de 03/07/1967).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GERALDO DA SILVA NOBRE:</strong> “Iniciativa dos doutores Martins Filho e Raimundo Girão foi a publicação do primeiro O Ceará, agrupando informações gerais sobre o Estado, o qual repercutiu muito no meio da intelectualidade local e na de outros centros populacionais do Brasil, levando a 2 (duas) reedições, a exemplo da primeira logo esgotadas permanecendo, não obstante sem atualização no tempo, como um testemunho indiscutível da visão amplíssima dos responsáveis pela publicação, assim como de quantos nela colaboraram, estudiosos da história, da geografia e da antropologia pertinentes ao passado e ao futuro dos cearenses, ao mesmo tempo assegurando a imortalidade – para sempre – dos responsáveis aqui exaltados por mérito próprio” (REVISTA DO INSTITUTO DO CEARÁ, vol.116, de 2002, p. 260).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O GLOBO:</strong> “O Ceará – O Governo do Estado do Ceará vem de nos ofertar um trabalho de autoria dos Srs. Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, sobre a terra e os costumes cearenses. Trata-se de uma obra bastante interessante, que focaliza o desenvolvimento daquele Estado nortista, através dos seus homens, suas coisas e os seus fastos. Por ele, todos poderão ter uma idéia do progresso e da situação econômica do Estado, nos seus aspectos gerais” (Jornal do Rio de Janeiro, RJ, ed. de 18/03/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>J. FIGUEIREDO FILHO:</strong> &#8220;Tive o prazer de receber O Ceará, dirigido por você e o Martins Filho. Está ótima a edição, que bem recomendará o Ceará, em todos os pontos de vista, por aí afora&#8221;. (Carta do Crato, CE, de 14/11/1947).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JÔNATAS SERRANO:</strong> “RETRATO DO CEARÁ</p>
<p style="text-align: justify;">Todo brasileiro de certa responsabilidade deveria conhecer o Norte e o Sul, o litoral e o hinterland, para melhor compreender as coisas pela visão pessoal, que nenhum outro meio logra substituir de modo completo. Hoje, graças ao cinema, os que não podem ou não querem viajar, conseguem fazer uma idéia das várias regiões do país (e até do mundo inteiro), por que são cada vez mais freqüentes e interessantes os filmes documentários de assunto geográfico. Bastaria lembrar, para o conhecimento das terras mais distantes, alguns dos magníficos trabalhos de Fitzpatrick, coloridos e sonoros, que nos permitem visitar o Taj Mahal, por exemplo, na longínqua Agra, sem maior despesa nem riscos de travessia oceânica. Aqui mesmo alguns dos complementos nacionais atingem grau apreciável de acabamento e facultam ao público freqüentador da Cinelândia a visão aproximada de sítios pitorescos ou justamente célebres dos diferentes Estados da Federação. Nem estará porventura muito longe o dia em que se pensará em organizar com caráter rigorosamente científico e sob os auspícios do poder competente, um curso completo de corografia brasílica em série de filmes de medida universal, redutível à de 16 para utilização mais fácil nas aulas dos cursos oficiais. Só o cinema permite este milagre: se não podemos ir a todos os pontos do planeta, eles vêm a nós e cabem nos limites apertados de uma sala de projeção&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o cinema ainda não substitui definitivamente o livro, se é que algum dia o virá a substituir. E as publicações informativas e bem documentadas sobre as várias regiões do Brasil merecem aplauso, auxílio eficiente e constituem obra de sadio patriotismo. Tal o caso deste volume recentemente elaborado e publicado em Fortaleza pelos Srs. Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, sob o título simples e expressivo – O Ceará.</p>
<p style="text-align: justify;">Os próprios autores observam inicialmente que poderiam ter denominado o seu livro Retrato do Ceará. E explicam o porquê: ‘Este livro é um documentário. Um repositório de criteriosos estudos e valiosas informações que fotografam o Ceará com precisão e nitidez’. Quem percorrer as suas quase quinhentas páginas, de formato grande, concordará com a afirmativa. Colaboram na obra os nomes mais representativos da terra de sol e não foram esquecidos os múltiplos aspectos da grande realidade cearense: desde a controvertida origem do próprio topônimo até a minuciosa informação particularizada de cada um dos Municípios do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O ótimo é inimigo do bom, diz a sabedoria popular e com razão. Se os esforçados autores deste volume tivessem desanimado ante a magnitude da tarefa, a incerteza de alguns dados estatísticos, a impossibilidade de imprimir um volume de tal porte em papel de luxo, com requintes de arte fotográfica e litográfica, ou em fotogravura, à americana, teríamos ficado privados desta contribuição realmente digna de aplauso e imitação. E digo de imitação, porque o ideal seria que para cada unidade da Federação já possuíssemos um volume análogo. E, com o auxílio oficial e graças aos admiráveis recursos de que hoje dispõem as artes gráficas, não constitui mais utopia a idéia de uma vasta coleção corográfica, em que não somente os Estados, mas pouco a pouco os Municípios e cidades mais importantes venham a ter volumes especiais, quais os que existem na Europa para as localidades famosas e de interesse turístico.</p>
<p style="text-align: justify;">Ler este livro sobre o Ceará equivale a uma viagem pela imaginação às zonas requeimadas e ferazes em que o juazeiro se ergue em desafio ao sol, tanto mais resistente quanto mais escaldante a inclemência da soalheira, símbolo eloqüente do próprio homem do Nordeste, que não se dobra ante a rudeza do seu habitat. É rever, se lá por ventura já estivemos, os carnaubais intrépidos, os açudes espelhantes, os sertanejos de chapéu de couro e quiçá a própria vertente escarpada da longínqua Ibiapaba. E, em contraste flagrante, a agitação estuante de vida, o movimento e a audácia construtiva da capital cearense, cujo progresso, de 1930 para cá, surpreende aos que a visitaram antes e a revêem agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta viagem pela imaginação eu a fiz, ao ler o volume O Ceará, recordando as primeiras impressões que experimentei ao percorrer o interior do Estado, em 1938. E foi com saudade que fechei o livro&#8230;” (Rio de Janeiro, RJ, 1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JORNAL DO BRASIL:</strong> “O Ceará – Editora Fortaleza – 1939. Oferecido pelo Governo do Estado do Ceará, folgamos em acusar o recebimento de um exemplar do cuidadoso livro, elaborado pelos doutores Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, intitulado O Ceará, e que constitui, inclusive pelo zelo e probidade que o inspiraram, um magnífico repositório de informações úteis e indispensáveis sobre o homem, a terra e os fatos cearenses. Ajunte-se a isso o bom trabalho gráfico, da Editora Fortaleza, e se terá uma idéia, pálida, do valor desse documento do grande Estado nortista” (Rio de Janeiro, RJ, ed. de 29/03/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LUIZ ABS DA CRUZ:</strong> “VISITANDO O CEARÁ Em uma semana apenas eu fiz uma visita ao Ceará. Sem sair de Porto Alegre. Cômodo e barato. E fiquei encantado. A Editora Fortaleza editou uma obra de notável valor patriótico, que intitulou simplesmente O Ceará, de Raimundo Girão e Antônio Martins Filho. É um repositório de estudos de valor sobre as questões do nordeste brasileiro, seus problemas e a solução que o homem tem dado às incógnitas que a natureza bárbara lhe apresenta. A coletânea foi feita magistralmente. Mais do que um comentário regionalista, é um verdadeiro tratado geográfico. Todas as localidades do Estado são aí amplamente apreciadas, sob vários aspectos: área; área em relação ao Estado; posição geográfica; altitude; distância da Capital por estrada de rodagem, férreas, aéreas e linhas marítimas; população absoluta e relativa da sede municipal; número de prédios existentes; categoria judiciária com os termos; divisão administrativa com os distritos. A seguir, um histórico da formação política, eclesiástica e um estudo etimológico sobre o nome da localidade. Logo, a parte física, com orografia, potamografia, acidentes litorâneos. Na parte econômica faz um estudo amplo dos seus recursos. As matas com o ouro verde de suas frondes. Árvores oleaginosas, forrageiras, medicinais, têxteis, tintureiras, etc. O solo com os ricos veios minerais. As águas, atirando na praia, de presente, o sal que se transforma em luzidias moedas dos bancos do Estado. As indústrias com o número de fábricas. O comércio e os mercados. O nível intelectual com as escolas primárias, secundárias, normais ou superiores e a orientação que possuem. Associações culturais ou de beneficência. Edifícios importantes. Arrecadação do fisco, etc. Termina o capítulo com a relação dos filhos da localidade, que se impuseram com suas virtudes cívicas e alto valor moral e intelectual. Mas, dirá o leitor, isto tudo de cada município? Sim. Dos 78 municípios do Estado. É uma obra de fôlego. De grande valor. O retrato do Ceará, do grande Estado flagelado. Engana-se, porem, quem julgar esse livro precioso um simples repositório de dados estatísticos. Palpitantes assuntos são abordados em excelentes artigos, alguns dos quais citaremos aqui: Hábitos e Costumes Cearenses; História da Literatura Cearense; Rendas e Labirintos do Ceará; Tribos Indígenas; Panorama Econômico; O Direito e Justiça no Ceará; História da Medicina no Ceará; História Eclesiástica; A Educação no Estado; Evolução social do sertão; A Cidade da Criança; A Serra da Ibiapaba; A Carnaúba, e apreciações das Faculdades, Laboratórios, Ginásios, Academias de Letras, Fábricas, etc. O cidadão que quiser saber o que é qualquer um dos 78 municípios com seus distritos, que existe por lá; bastar-lhe-á compulsar esse trabalho monumental de 470 páginas agradáveis e instrutivas. Por que não tornamos o Rio Grande conhecido, assim dos próprios gaúchos e dos nossos irmãos brasileiros?</p>
<p style="text-align: justify;">Seria oportuníssimo que o Conselho Regional de Geografia tomasse a iniciativa. O Instituto Histórico e Geográfico poderia dar uma contribuição valiosíssima.</p>
<p style="text-align: justify;">E numerosos intelectuais, escritores de renome, poderia cooperar com páginas preciosas que engrandeceriam o pago.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por favor, nada de ‘panelinhas’ da sorte, de apadrinhamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso contrário, apresentar-se-ão culturas de fancaria, a nos dar conceitos deste calibre: a galinha é geração espontânea do ovo&#8230; E então, os que lessem o livro do Rio Grande deparariam dissertações modernas, ao lado de artigos de um século passado&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Aí fica a sugestão para o Conselho Regional de Geografia. Na época em que se procura estimular o sentimento de unidade nacional seria oportuníssimo que se fizesse, a exemplo do Ceará, o Brasil mais conhecido dos brasileiros” (Porto Alegre, RS, 1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NORONHA SANTOS:</strong> &#8220;Muito penhorado a gentileza da oferta de O Ceará, acuso o recebimento dessa preciosa obra, riquíssimo repositório de informações históricas e geográficas desse Estado nordestino.</p>
<p style="text-align: justify;">Interessado vivamente por assuntos brasileiros, li com a maior atenção o trabalho publicado sob sua direção, muito tendo aprendido acerca desta Unidade da Federação.</p>
<p style="text-align: justify;">Obra meritória e digna de louvor, O Ceará constitui, sem dúvidas, a mais completa monografia concernente a expansão econômica e social do Estado&#8221; (Carta do Rio de Janeiro, RJ, em 18/11/1947).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OTAVIANO PEREIRA DE ALBUQUERQUE:</strong> “Ilmº Sr. Dr. Francisco Menezes Pimentel</p>
<p style="text-align: justify;">Interventor Federal no Estado do Ceará</p>
<p style="text-align: justify;">Saudações muito atenciosas</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhado de um delicado cartão do patriótico e operoso governo de V. Ex.a recebi, ontem, o volume &#8211; O Ceará -, que com carinho compulsei e li, por ser essa obra um repositório fidedigno e minucioso de quanto diz respeito desse glorioso Estado, que é uma das mais luminosas estrelas da bandeira pátria, tendo, em todos os tempos da atividade humana, quer nos refiramos às lides do espírito, quer às materiais, graças às energias de seus filhos insignes, ocupando lugar de destaque no decorrer da nossa vida nacional. Sacerdotes ilustrados e modelares no exercício constante das mais peregrinas virtudes, estadistas esclarecidos, soldados legendários, que se podem igualar aos mais valorosos cabos de guerra dos mais famosos países, cultivadores das ciências e da literatura em todas as suas províncias, artistas, agricultores, industriais e comerciantes que, secundando no amanho das forças materiais, a ação espiritual daqueles, têm todos concorrido, tenaz e eficazmente, no perpassar dos tempos, para completar a grandeza do Ceará, onímodo progresso e aperfeiçoamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A meu ver, Senhor Interventor, é o Ceará um dos mais admiráveis Estados do Brasil, porque os seus filhos vivem sempre a lutar contra as agruras atmosféricas, que, apesar de repetidas, não conseguem triunfar do amor devotado, que eles, em sua maioria, consagram à terra que lhes foi berço.</p>
<p style="text-align: justify;">E, se, temporariamente o abandonam, logo que os Céus se amenizam para os seus amadíssimos penates, voltam sorridentes e felizes por uma confiança extraordinária na misericórdia divina, de que o mal não se repetirá.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeço, pois, senhor Dr. Interventor, o precioso mimo e faço votos pela perene felicidade privada e pública de V. Excia. e do glorioso Estado que, com sabedoria cristã, está governando.</p>
<p style="text-align: justify;">De V. Ex.a grande admirador e devotado Dom Otaviano Pereira de Albuquerque – Arcebispo (Carta de Campos, RJ, de 12/04/1940).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O POVO:</strong> “Um livro de fôlego sobre o Ceará é esse que Raimundo Girão e Antônio Martins Filho acabam de elaborar e que se encontra desde poucos dias exposto ao público ledor.</p>
<p style="text-align: justify;">Raimundo Girão, advogado estudioso, ex-prefeito de Fortaleza, juiz do extinto tribunal de Contas do Estado, figura de prol no Rotary Club desta Capital, é um espírito meticuloso de organizador.</p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Martins Filho é um idealista do trabalho cultural, um incansável lutador das letras, o homem que funda tipografias, lança revistas de letras, edita livros, com uma crença de fanático no êxito de suas empresas, em meio tão sáfaro, empresas que, afinal, vencem!</p>
<p style="text-align: justify;">Pois foram esses dois homens invulgares, esses dois incorrigíveis otimistas que se aliaram para levar a fim esse livro de cerca de quinhentas páginas, em que reuniram colaborações as mais substanciosas, monografias, estudos, dados, informações, históricos, tudo enfim, que interessa à vida cearense.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Além desse copioso e admirável trabalho de colaboração, cuja substância seria desnecessário por em relevo, o livro encerra matéria editorial preciosíssima, no que toca à geografia política, física, econômica e histórica do Ceará.</p>
<p style="text-align: justify;">Letras, artes, ciências, comércio, indústria, agricultura, administração – todos esses ramos são detalhadamente compendiados no livro ora lançado pela Editora Fortaleza.</p>
<p style="text-align: justify;">Para essa obra de raro valor e inconteste utilidade, pedimos a atenção não só do público, mas, especialmente, do Governo do Estado, da Municipalidade, do Departamento da Educação” (Jornal de Fortaleza, CE, ed. de dezembro de 1939).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RAIMUNDO ARAÚJO:</strong> &#8220;O Ceará é um livro que, pelo seu conteúdo, honra, enobrece, orgulha e eleva mais e mais a heróica e boa terra dos mares verdes&#8221; (DIÁRIO FLUMINENSE, Rio de Janeiro, ed. de 12/03/1968).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>REVISTA DA SEMANA:</strong> “Nas suas 470 páginas este volume é, sem favor, um retrato fiel, o mais fiel dos retratos que se poderia desejar do Ceará de hoje, em pleno apogeu de sua evolução. É um documentário impecável da vida e dos progressos da grande unidade da Federação fixando, com brilhos e com documentos, o homem e as coisas cearenses. É um trabalho que se recomenda pelo esforço que representa e pela elegância da linguagem em que foi escrito. O Ceará nos permite uma visão de conjunto do grande Estado e lendo-o fica-se conhecendo melhor essa terra heróica, cheia de glórias e de serviços ao Brasil” (Rio de Janeiro, RJ, 1940).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fortaleza, setembro de 2011.</p>
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		<title>Nota Explicativa</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 01:26:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O autor, como se verá a seguir, tomou a liberdade de atualizar a genealogia da família Girão, optando, de início, em descrevê-la por unidades de cada RAMO FAMILIAR dos Girões. Foram compostos e publicados, em 2004, os FASCÍCULOS I, II e III, representando as gerações distintas de três dos irmãos, bisnetos do patriarca ANTONIO JOSÉ GIRÃO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autor, como se verá a seguir, tomou a liberdade de atualizar a genealogia da família Girão, optando, de início, em descrevê-la por unidades de cada RAMO FAMILIAR dos Girões. Foram compostos e publicados, em 2004, os FASCÍCULOS I, II e III, representando as gerações distintas de três dos irmãos, bisnetos do patriarca <strong>ANTONIO JOSÉ GIRÃO</strong>, e filhos do casal <strong>Luísa Cândida Carneiro Girão</strong> – Lulu (NETA 38) e <strong>Leandro Carneiro de Sousa</strong>, correspondentes, respectivamente, as descendências dos casais: <strong>FELÍCIA CARNEIRO GIRÃO</strong> e Guilherme Regino de Oliveira;<strong> INÁCIO CARNEIRO DE SOUSA</strong> (Carneirinho) e Francisca Xavier Carneiro Girão (avós paternos e maternos do autor) e <strong>LUIZ CARNEIRO DE SOUSA GIRÃO</strong> (Sousa), ao qual foram contemplados os filhos descendentes de seus dois casamentos: o primeiro com Celina Cavalcanti Girão e o segundo com Maria Machado Girão (Mariinha).</p>
<p>Antevendo que seqüenciar as edições dos demais ramos da família, seguindo a mesma metodologia – fragmentada e dispersa por FASCÍCULOS, antes adotada – comprometeria de forma significativa a boa compreensão e o entendimento fácil de como se desenvolvera biologicamente a Família Girão como um todo, alvitrou-se por ampliar a coleta de dados por algum tempo e adicionar o conteúdo dos opúsculos anteriores a esse novo trabalho, no sentido de consolidar neste único livro toda a Árvore Genealógica da Família Girão no Brasil, a partir de suas raízes no Ceará, em 1810, com o casamento do patriarca <strong>ANTONIO JOSÉ GIRÃO</strong> (Natural de Lisboa/Portugal) e<strong>MARIA JOSÉ PESSOA DA SILVA</strong> (Natural de Quixeramobim – CE). Buscou-se às descendências desde nossos ancestrais mais longínquos ou menos remotas e desenvolveu-se a linhagem até serem alcançadas às contemporâneas ou suas mais recentes gerações.</p>
<p>A seguir, descrevem-se as descendências de cada qual, desses filhos de Antônio José Girão (Senhor) e Maria José Pessoa da Silva.</p>
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		<title>Páginas Iniciais</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 01:02:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Saudação ao visitante Dedicatória Prefácio Toque de Reunir Vivendo um Sonho Preito de gratidão e reconhecimento ao mérito Os Girões um só povo A Saga dos Girões Nota Explicativa &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/10/12/saudacao-ao-visitante/">Saudação ao visitante</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/10/11/dedicatoria/">Dedicatória</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/10/11/prefacio/">Prefácio</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/10/11/toque-de-reunir/">Toque de Reunir</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/10/11/vivendo-um-sonho/">Vivendo um Sonho</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/?p=866">Preito de gratidão e reconhecimento ao mérito</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/">Os Girões um só povo</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/historia/ ">A Saga dos Girões</a></p>
<p><a href="http://www.giraofamilia.com/novo/index.php/2011/09/26/nota-explicativa/">Nota Explicativa</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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